show AFRODIASPÓRICOs

LUAN SODRÉ quarteto


"As existências afrodiaspóricas são diversas. Essa diversidade é fruto do encontro de uma ancestralidade, de uma matriz, com diversas outras influências que constituem e marcam as trajetórias da diáspora negra. A afrodiáspora é uma "Trama” que cruza trajetórias, tempo, espaço, ancestralidade e continuidade, construindo um tecido do agora. O show “Afrodiaspóricos” traz ao palco uma trama formada pelas concepções sonoras de Luan Sodré com as musicalidades de Alexandre Vieira, Marcos Santos e Marcelo Pinho, quatro músicos afrodiaspóricos. Com repertório autoral, o show reúne releituras das obras do álbum Afrodiaspórico e obras do mais recente trabalho do quarteto, o álbum “Trama”, que tem previsão de lançamento para 2026."


 

Uma característica marcante da sonoridade do trabalho instrumental de Luan Sodré é a presença das musicalidades negras baianas, com destaque para os Sambas da Bahia, a Capoeira e as Sonoridades de Terreiro, em diálogo com as possibilidades da música instrumental, com influências do violão solo brasileiro, do samba de viola, do choro, do jazz e da música de concerto. No show “Afrodiaspóricos” a sonoridade do quarteto é formada por Luan Sodré, no violão e violas; Alexandre Vieira, no contrabaixo acústico; Marcos Santos, na bateria; e Marcelo Pinho, na percussão. 

 

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NA ESTRADA

As obras do álbum afrodiaspórico, em diferentes formatos – solo, duo, trio, quarteto – foram apresentadas em diversos palcos com destaque para o Teatro Gamboa, Varanda do SESI, Solar Music Festival e Hidden, em Salvador; Centro Cultural SESC e UEFS, em Feira de Santana; Con Alma Jazz Club, em Pittsburgh – Pensilvânia – EUA; Jungle Bar, em Lion – FRA.  Já as obras do álbum “Trama”, terão sua estréia nos palcos com a circulação do show “Afrodiaspóricos”.

Luan sodré quarteto

Luan Sodré, natural de Salvador-Ba, é um pensador que comunica as suas ideias através da música, da pesquisa e da docência. Inquieto, tem se dedicado ao estudo da interface música, cultura e sociedade com foco nas existências e no pensamento afrodiaspórico. Nesse sentido, em 2021 lançou o álbum Afrodiaspórico com o Luan Sodré Trio e em 2024, o single Bons Ventos com o percussionista Marcelo Pinho. Dentre outros trabalhos, em 2018 fez direção musical e gravou violões e cavaquinhos do disco Voa Voa Maria – O samba de Matarandiba.  Em 2022, gravou violões no EP Mestre Aurino de Maracangalha e sua Viola e no single Brilho das Águas, de Laila Rosa. Como violeiro, vem acompanhando o grupo Mãos no Couro, com quem gravou em 2025 o audiovisual Mãos no Couro na Bacia de Ouro de Mamãe. 

Luan Sodré é músico, compositor, produtor, pesquisador e educador musical. É licenciado, mestre e doutor em Música pela UFBA, além de capoeira na ACANNE. É professor adjunto do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde atualmente é o coordenador do curso de Licenciatura em Música, lidera o Grupo de Pesquisa Diáspora e o Laboratório de Pesquisa em Música, Cultura e Sociedade – LabMusiCS.  Na UEFS, também coordena a Ação de Extensão Samba da UEFS. É também professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Música da UFBA. 

No âmbito editorial, além de capítulos de livros e publicações em periódicos, em 2022 publicou o Songbook Afrodiaspórico e foi um dos organizadores do livro Música e Pensamento Afrodiaspórico, ambos pela Editora Diálogos Insubmissos. Em 2024, lançou o livro Práticas Musicais Afrodiaspóricas: perspectivas para pensar o ensino de artes no Brasil, pela UEFS Editora.  É um dos criadores e entusiasta do Simpósio Música e Pensamento Afrodiaspórico, na ANPPOM (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música). 

Em 2025 integrou a comissão do júri do 23º Festival de Música da Rádio Educadora FM, colaborando com a categoria estudantil e foi eleito 2º secretário da ANPPOM – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música, para o biênio 2026-2027.  

Como artista independente, vem apresentando suas composições em diversos palcos, dentre eles: Teatro Gamboa e Varanda do SESI, em Salvador; Centro Cultural SESC, em Feira de Santana; Con Alma Jazz Club, em Pittsburgh – Pensilvânia – EUA; Jungle Bar, em Lion – FRA.

Marcos Santos é artista e pesquisador, estuda as experiências sonoras, corporais e espirituais negras da afrodiáspora. Atua em projetos musicais/audiovisuais nacionais e internacionais com abordagens artísticas integradas. Doutor em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia (2020), especialista em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos RJ- FATEC (2023), mestre em Musicologia Histórica pela Universidade Federal da Bahia (2015) e licenciado em Música pela mesma Universidade (2012). 

É professor Adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, junto ao Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT-UFRB) e membro pesquisador CNPq nos grupos Koringoma, Diáspora, Mesclas: Memória, Espaço e Culturas, atuando principalmente nos seguintes temas: artes africanas e afrodiaspóricas; etnomusicologia e musicologia contemporânea; filosofias africanas em diáspora; educação para as relações étnico-raciais; formação docente e o ensino de artes; cultura, espiritualidade e musicalidades negras no espaço atlântico. Atualmente está chefe do Núcleo de Gestão da Pro-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis campus CECULT-UFRB e presidente da ABET – Associação Brasileira de Etnomusicologia.  

Trabalhou e colaborou com diversos artistas e projetos, com destaque para: Mateus Aleluia, Zé Manoel, Lazzo Matumbi, Josyara, Nara Couto, Show SESC Jazz com Pradarrum e Elen Oléria, Luan Sodré Trio, Manuela Rodrigues.

Alexandre Vieira é baixista elétrico e acústico, cantor, compositor, professor universitário e pesquisador brasileiro. Natural de Imperatriz (MA) e radicado em Salvador (BA) desde a infância, construiu sua trajetória artística a partir do diálogo entre a música popular brasileira, as tradições afro-baianas e a criação contemporânea. Sua formação musical foi fortemente influenciada pelo ambiente familiar, em especial por seu pai, o poeta e cordelista Antônio Vieira, e por sua irmã, Rachel Vieira.

Professor da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA), atua no ensino do baixo elétrico e acústico, da harmonia na música popular e de práticas de conjunto, desenvolvendo metodologias que articulam balanço, escuta e processos criativos. É mestre em Criação e Performance Musical e licenciado em Música pela UFBA, e atualmente é doutorando no Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PPGPROM– UFBA), onde pesquisa o baixo na música afro-baiana, com foco nas possíveis traduções dos tambores para as cordas. Integra também atividades acadêmico-artísticas internacionais, com destaque para sua atuação junto ao Africa Multiple – Cluster of Excellence da Universidade de Bayreuth (Alemanha), como artista-pesquisador residente, interagindo com pesquisadores africanos e da diáspora de diversas áreas do conhecimento. 

Como artista, Alexandre Vieira transita entre a música instrumental e a canção, atuando como instrumentista, compositor e arranjador em diferentes contextos — shows, gravações, festivais, oficinas e projetos culturais. Trabalhou e colaborou com artistas e projetos como Mateus Aleluia, Mariene de Castro, Jota Velloso, Roberto Mendes, Lazzo Matumbi, Letieres Leite, Maestro Ubiratan Marques, Maestro Zeca Freitas, Paulinho Boca de Cantor, Saulo Fernandes, Projeto TRIBASS, Aiace, Tedy Santana, Michael Cain, Manuela Rodrigues, Michaela Harrison, Luan Sodré Trio, Thathi e Alexandre Leão. Sua produção artística é marcada por uma abordagem percussiva do contrabaixo, pelo aprofundamento rítmico e pela valorização da herança africana na música brasileira.

É pesquisador associado ao Grupo Koringoma Pesquisa-Ação e ao grupo Diáspora, e mantém uma atuação que integra de forma orgânica prática artística, docência e pesquisa, consolidando um percurso voltado à reflexão crítica e à invenção musical a partir do baixo e da oralidade na música popular brasileira e da diáspora africana.

Marcelo Pinho, natural de Salvador (BA), iniciou sua carreira como percussionista profissional há 27 anos. Nessa dimensão, sua formação musical é atravessada por experiências vivencias no universo musical das bandas de baile, da música baiana, das oficinas do Núcleo de Percussão da Universidade Federal da Bahia, do curso de música oferecido pelo Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, assim como em projetos de investigação musical como Camerata Popular do Recôncavo e Kissukilas. Quanto à sua formação acadêmica, é licenciado em música pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), Mestre e Doutorando na mesma área pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

 

Em sua caminhada profissional, no âmbito artístico-músico-pedagógico, Marcelo Pinho agrega experiências atuando, junto ao grupo de samba de roda “Voa Voa Maria e o “Samba Mirim Filhos de Maria”, como professor/oficineiro de elementos rítmicos, propoente do projeto “1,2,3 Gravando! Samba Mirim Filhos de Maria”, coordenador pedagógico e diretor musical. 

Igualmente importantes são as suas vivências como Sideman, integrando grupos musicais e ou acompanhando artistas em turnês e projetos como: Mariene de Castro; Daniela Mercury; Adelmo Casé; Voa Voa Maria; Samba Mirim de Matarandiba; Musical “O Admirável Sertão de Zé Ramalho”; Jorge Vercillo; Roberto Mendes; Margareth Menezes; Show As mulheres de Chico – Show interpretado pelas cantoras Daniela Mercury, Roberta Sá, Paula Lima, Elba Ramalho e Margareth Menezes; Tiganá Santana.

Na mídia

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